A Reforma Tributária já chegou às locadoras. Prepare NFS-e e cobrança em lote.
Com IBS/CBS, a NFS-e de padrão nacional passa a ser peça central do documento fiscal eletrônico. Para ME/EPP do Simples Nacional, o uso do Emissor Nacional começa em 01/09/2026. Para locadoras, o ponto operacional é claro: nota e cobrança contrato por contrato não escala.
A Reforma Tributária já entrou no calendário fiscal
A Reforma Tributária mudou o roteiro fiscal das empresas brasileiras, incluindo operações de locação no campo do IBS/CBS.
Na NFS-e nacional, os grupos IBS/CBS entram em obrigatoriedade a partir de agosto de 2026. Para ME/EPP optantes pelo Simples Nacional, a Resolução CGSN 189/2026 fixou o uso obrigatório do Emissor Nacional a partir de 01/09/2026.
O subitem específico de locação de bens móveis ainda depende de cronograma técnico oficial. Mesmo assim, a direção está dada: a locadora precisa preparar seu fluxo para emitir documento fiscal eletrônico e cobrança sem criar uma operação manual paralela.
O problema não é só tributário. É operacional.
Quando a locadora depende de portal separado, planilha ou digitação manual, cada contrato fechado vira mais uma etapa no financeiro: consultar dados, emitir documento, gerar cobrança, salvar PDF/XML, conferir retorno e baixar pagamento. Para quem opera dezenas ou centenas de contratos por mês, isso vira uma rotina pesada no fechamento de cada ciclo.
Como funciona no frotista
No frotista, os dados de todos os contratos do ciclo já estão no sistema.
O operador seleciona os contratos que serão faturados e aciona a emissão em lote: para cada um, a NFS-e é gerada com os dados preenchidos e a cobrança — boleto ou PIX — é criada no mesmo ato. Sem abrir outro portal. Sem redigitar nada.
Cada prefeitura autoriza a nota no seu prazo. Quando retorna, o PDF e o XML ficam salvos automaticamente no sistema. Quando o pagamento é confirmado, o título baixa sem intervenção.
O que muda na operação
Nota e cobrança juntas
NFS-e, boleto ou PIX saem no mesmo fluxo, para os contratos selecionados do ciclo.
Emissão em lote
Centenas de notas e cobranças em uma única operação, sem redigitar dados contrato por contrato.
Retorno organizado
PDF, XML, autorização e baixa financeira ficam conectados ao processo operacional.
Observação: a aplicação das regras da Reforma Tributária e da NFS-e nacional deve ser validada com a contabilidade da locadora. O subitem específico de locação de bens móveis ainda depende de cronograma oficial, mas a preparação operacional já pode começar.
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